Em Osasco, a prática de projetar pavimentos asfálticos sobre solos residuais de granito e gnaisse — localmente chamados de "saprolito de rocha" — exige atenção redobrada na caracterização do subleito. O que vemos com frequência são perfis heterogêneos onde camadas siltosas micáceas se intercalam com aterros não controlados de antigos loteamentos industriais, sobretudo nos bairros da zona sul como Jaguaribe. Quando essas condições aparecem, o ensaio CBR viário se torna indispensável para definir a espessura do reforço e evitar recalques diferenciais que comprometem a serventia da via antes do tempo previsto. A bacia sedimentar de São Paulo, que abrange o município, impõe ainda um lençol freático elevado em áreas de várzea, o que demanda drenagem profunda e seleção criteriosa de materiais granulares para as camadas de base.
O saprolito micáceo abundante em Osasco pode perder até 60% da capacidade de suporte quando saturado — ignorar a drenagem profunda é condenar o pavimento ao trincamento precoce.
Características do serviço em Osasco

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Condições geotécnicas locais em Osasco
O desenvolvimento industrial de Osasco, impulsionado pela ferrovia Sorocabana e depois pela Via Anhanguera, deixou um legado de aterros mistos com entulho de demolição e resíduos industriais sob muitas vias urbanas. Esse passado geotécnico é o principal vetor de risco para o pavimento flexível, porque a decomposição da matéria orgânica e a oxidação de metais geram vazios que colapsam sob carga repetida. Em vias com histórico de tráfego pesado, como o Corredor Metropolitano ABD, já registramos recalques diferenciais de até 15 cm em trechos onde o aterro não foi devidamente substituído ou estabilizado. A presença de solos expansivos na região de transição entre o saprolito e o aluvião do Rio Tietê também provoca ondulações sazonais na superfície asfáltica, um fenômeno que o dimensionamento tradicional muitas vezes subestima.
Nossos serviços
Para transformar o diagnóstico do terreno em um pavimento durável, estruturamos um pacote de serviços geotécnicos que cobre desde a investigação preliminar até o controle tecnológico da execução:
Dimensionamento mecanístico-empírico
Utilizamos software de análise elástica de múltiplas camadas para calcular as tensões e deformações no revestimento, base e subleito, calibrando os modelos com os módulos de resiliência medidos em câmara triaxial cíclica.
Controle de compactação in situ
Verificamos o grau de compactação de cada camada com ensaios de densidade in situ, garantindo o desvio de umidade ótimo conforme a especificação de serviço do DNIT.
Ensaios de deformação permanente
Executamos o ensaio de flow number em amostras de CBUQ para prever a resistência à deformação plástica sob temperaturas elevadas e cargas estáticas de longa duração.
Mapeamento de aterros antigos com geofísica
Aplicamos caminhamentos de resistividade elétrica para delimitar as manchas de aterro com resíduos, orientando a decisão entre substituição total do material ou estabilização química com cal ou cimento.
Perguntas comuns
Qual o custo médio para desenvolver um projeto de pavimento flexível em Osasco?
Um projeto de pavimento flexível completo, incluindo investigação geotécnica, ensaios de CBR e módulo de resiliência, e dimensionamento estrutural, tem um custo inicial a partir de R$ 100.000, variando conforme a extensão da via e a complexidade do perfil do subleito.
Como o solo saprolítico de Osasco influencia o dimensionamento do pavimento?
O saprolito micáceo apresenta estrutura reliquiar da rocha matriz, com baixa coesão quando saturado. Isso exige um reforço do subleito mais espesso e a inclusão de uma camada drenante entre o subleito e a base, além da verificação do potencial de 'piping' nos finos em contato com o material granular.
Quais ensaios de laboratório são indispensáveis para o projeto de CBUQ em Osasco?
Além da caracterização Marshall tradicional, solicitamos o ensaio de Lottman modificado (ABNT NBR 15617) para avaliar a suscetibilidade à umidade induzida, e o ensaio de módulo de resiliência e fadiga por compressão diametral para prever a vida útil da capa asfáltica sob o tráfego real.